O Monte das Oliveiras e seus relatos
Uma história descrita por uma das morados mais antigas do bairro desde o principio até o presente.
Por: Gisele Matos e Hemilly Xavier
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| Dona Sebastiana é uma das primeiras moradoras da antiga invasão e atual bairro Monte das Oliveiras. |
Conforme alguns relatos a história sobre o Monte das Oliveiras começou com uma senhora chamada de Maria Helena Bezerra de Menezes, que chegou a Roraima no início da década de 1980 e adquiriu terras localizadas á margem direita da BR 174. Em 1984, contratou o caseiro Manoel Rodrigues Baia.
Sebastiana de Alencar Damasceno, 42 anos, chegou ao Monte das Oliveiras no ano de 1996, trazida pela febre do garimpo, que mudou a dinâmica do Estado nas décadas de 1980 e 1990. Chegavam pessoas de várias partes do país, muitos em busca de garimpos outros dos cargos públicos que surgiram com a fundação do Estado de Roraima.
Casou-se com Manoel Rodrigues Baia, eles tiveram dois filhos. Após três anos de casamento Baia foi preso, e desde então Sebastiana passou por momentos complicados em sua vida.
Dentre pouquíssimos moradores recém chegados no Estado, encontramos a senhora Maria Helena Bezerra de Menezes, que adquiriu terras localizadas a margem direita da BR 174, próximo a ponte do rio Cauamé. As terras abrigaram um sítio para lazer da família. No ano de 1984 foi contratado como caseiro do sítio o senhor Manoel Rodrigues Baia, conhecido popularmente como Baia, que passou a morar no local.
Um homem chamado Luís Cruz fez uma proposta para Baia de comprar e lotear o terreno, baia aceitou o valor estipulado de R$ 60.000,00 sendo R$ 20.000,00 na hora da compra, mais parcelas fixas de R$ 2.000,00 e ficando sobre a responsabilidade do comprador a regularização junto à prefeitura.
Pouco tempo após, Baia foi preso e Sebastiana passou por algumas dificuldades para criar os filhos. Luís começou a atrasar as parcelas que faltavam pagar, e também não pagou a documentação. “Cheguei a receber dez reais das mãos dele”, afirmou Sebastiana. Quando o marido faleceu as coisas ficaram ainda mais difíceis.
Foi quando Sebastiana resolveu vender alguns dos terrenos que estavam loteados e também passou a dizer para as pessoas que poderiam invadir o local. O bairro existe há nove anos e a cinco começou a ser invadido. Há dois anos conseguiram energia elétrica e água encanada, já passa a coleta de lixo, também tem um ônibus que passa na pista levando as crianças para a escola, que fica distante ainda não tem escola nem posto de saúde no local.
O fato de esta sendo construindo um shopping próximo ao bairro valorizou bastante os terrenos e ainda deu um maior destaque da comunidade junto aos políticos e a sociedade em geral. E agora o grande sonho de Sebastiana e dos mais de 300 moradores do bairro, que é a posse definitiva dos terrenos.

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